Resolvi criar uma personagem pra escrever um livro. Faz um tempo que criei uma personagem pra um "longa", mas não deu certo acabei me envolvendo demais com os problemas do personagem pra continuar narrando em terceira pessoa. Tive que recomeçar do zero em primeira pessoa, e desisti. Depois veio "Diogo" que eu até tentei terminar lá no Insônia Registrada, mas virou redação de vestibular e perdi a graça de terminar, depois que eu descobri o trágico fim, do qual poupo vocês.
É grave. Não sei o nome. É grave, repito. Tenho este problema de só narrar em primeira pessoa, seja masculino, feminino ou plural, mas sou tão egocêntrica que a terceira pessoa inexiste em meus textos. Comecei outra história, em primeira pessoa. Talvez seja eu, talvez não seja ninguém. É claro que estou enchendo este arquivo Word de verdades, o que mais gosto é esconder as verdades entre as mentiras literárias que conto.
Bom aí vai uns trechinhos pra alguém me dizer se está bom, se está péssimo.
"Não sei se é do meu signo ou do meu ego que vem esta necessidade de superar meus limites pré-determinados por terceiros. (...)
Mal começara o dia e eu já dera o terceiro sorriso, coisa rara vindo de mim. (...)
Ele levantou, mas deixou a mochila no chão, me deu um abraço – é estranho encontrar pessoas que tenham tanta disposição para abraços (...)
_ Há! Também pudera, ele já ta lá pras bandas da cidade hora dessas, foi vender o queijo. Ou acha que por aqui a vida começa ao meio-dia, como a sua? – aquele tom de intriga dele, de alguma forma era adorável. (...) "
_ Há! Também pudera, ele já ta lá pras bandas da cidade hora dessas, foi vender o queijo. Ou acha que por aqui a vida começa ao meio-dia, como a sua? – aquele tom de intriga dele, de alguma forma era adorável. (...) "
Chega. Pra quem me conhece só por internet provavelmente a personagem que criei parecerá um ctrl+c/ctrl+v da minha personalidade, mas ela não é. Acho que nunca "o tom de intriga" de alguém seria algo "adorável" pra verdadeira Lílian.
Até então a história não chegou a lugar algum e não sei o que pode acontecer nela, se eu estivesse lendo este "livro" já teria jogado na estante faz tempos. E só continuo escrevendo porque li uma reportagem do Gabriel García Marques dizendo que "até que o galeão fosse encontrado na selva, não pensei que ia chegar a lugar algum".
Quem sabe não encontro "um galeão" no meio da minha narrativa.
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