Doeu tanto
que dormiu
e sonhou profundo
com desesquecimentos
tudo em branco e negro
evidenciando a linha
da inverdade, da memória
acordou chorando
num quarto colorido
sem sombras pra fantasiar
a dor que ainda doía
dor
terça-feira, 4 de agosto de 2015 Postado por admin às 01:07 | Marcadores: desconexos, madrugada, Poemas"verbos loucos
a vida de cada um é poucos
eu sempre tô na média
a vida quando não é drama é comédia
e de rimas fáceis
narro meu presente
meu passado é minha base
e o futuro é esse tempo sempre ausente" (Mc P.H. - mais uma do diário dele)
só quando sozinha eu tenho coragem de ser eu
Como morrem os bichos de luz
segunda-feira, 27 de julho de 2015 Postado por admin às 00:58 | Marcadores: desconexos, madrugada, memórias, sonhos, textos![]() |
| Ultimo quadro de Mark Rothko antes de morrer. (1969) |
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| Outra vez apareceu o bichinho de luz, fui piedosa mais uma vez, ele não estava machucado. |
amanhecendo
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 Postado por admin às 05:23 | Marcadores: desconexos, madrugada, PoemasNe-nhu-ma vontade de amanhecer
o céu demorando a clarear
quando já havia anunciado o Sol o canto do galo
e os pássaros já avivavam as horas da manhã
Nenhuma vontade de aparecer
senti o Sol se espreguiçando
e enrolando para iluminar
Será, mesmo, que esta madrugada não tem manhã?
8-11-2
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 Postado por admin às 21:52 | Marcadores: desconexos, Impublicado, madrugada, memórias, Poemasou o oitavo onze do dois
E cada Fevereiro
não seria mais doce como outros fevereiros
até chegar Janeiro
e contabilizar um ano triunfado mais
estranho seria tentar explicar
como a notícia ia envelhecendo
quase olvidando o amargor inicial
que havia, em seu momento, chupado todos sorrisos de minha boca
Quantas promessas aos prantos eu fiz
de não esquecer nenhum detalhe
até passarem muitos anos
e encontrar
embolado a outros pequenos objetos
algo que não era meu
e nem poderia devolver
Muda, resignada
chorei por distração
a dor da dor que passou
a lembranças falsas que aquela ida me deixou
aos poucos as lágrimas trouxeram os soluços
e retrocedi até ali
sem ter certeza
do que era verdade e o que eu havia inventado
pra tentar esquecer as mentiras que ouvi
da infância internada
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 Postado por admin às 03:20 | Marcadores: desconexos, madrugada, Poemas, sonhosDe olhos abertos
não vemos quase nada
dizia vovô
e todos nós
andando devagar
com venda nos olhos
reconhecendo as texturas
os cheiros
as posições das coisas
E repetia
- mais da metade do mundo,
está dentro de vocês,
nem adianta buscar aqui fora
Esbravejava que não tivéssemos medo
de anjos, nem de demônios,
que não poupássemos o fogo do dragão que levávamos dentro
fizéssemos visitas regulares às cores
olhássemos dentro dos olhos dos animais
dos humanos
e do espelho
o medo haveria de nos levar a lugares sombrios, úmedos
e a coragem à qualquer lugar que quiséssemos
mas sempre que olhássemos pra dentro
pois o mundo lá fora, era terrível
a ele temeríamos
e tirávamos as vendas, arrepiados.
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| Puppet Pendulum - Eva Švankmajerová |
inspirações improváveis
porque é vergonhoso aprender quando todo mundo sabe
e deveria ser delicioso
isto não é um poema, é como vêm os pensamentos
como se filmar o olhar fosse possível sem um cérebro câmera
se pudesse registrar todo pensamento
como seria?
nem palavras, nem imagens, às vezes sentimentos, sensações...
de que merda é feita o pensar?
outro dia pensava em bebidas que não tomo
resultado de porres memoráveis
não bebo por pensar racionalmente sobre a questão, a verdade é que simplesmente não tenho vontades, como se o nojo se instaurasse no dna
toda memória devia ser assim, transformada em emoção, repulsa ou receio, afeto ou sei lá
mas temos essa memória imagética, afetiva, conversamos, dialogamos dentro do próprio pensamento
e podemos digitar o que pensamos tão rápido, como se fosse fácil traduzir o que diz o cérebro
ha
escravos de nós mesmos
quando não aprendemos tudo de novo
todos os dias
Sem Título #
segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Postado por admin às 01:38 | Marcadores: madrugada, textospapel de pão
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 Postado por admin às 02:42 | Marcadores: desconexos, Impublicado, madrugada, Poemascomoveromundo
como ver o mundo
com o ver o mundo
comover o mundo
saudade
sexta-feira, 23 de novembro de 2012 Postado por admin às 02:27 | Marcadores: madrugada, PoemasTô procurando algo
que cure esta saudade
ou que aumente
eu gosto mesmo é de sofrer
eu gosto mesmo é de você
Do tempo que as vozes falavam
sábado, 3 de novembro de 2012 Postado por admin às 20:30 | Marcadores: madrugada, textosEu sou poeta
mas pensam
que sou louca
e quando
estou bêbada
pensam que
sou poeta
quando
quando estou
pensam
que sou ausente
Banal
segunda-feira, 1 de outubro de 2012 Postado por admin às 02:57 | Marcadores: madrugada, textoss o r r i s o
terça-feira, 21 de agosto de 2012 Postado por admin às 05:12 | Marcadores: madrugada, textosTraumas
segunda-feira, 6 de agosto de 2012 Postado por admin às 04:51 | Marcadores: biografia, madrugada, memórias, sonhos![]() |
| Fabian Ciraolo |
Síndromes de eva
domingo, 5 de agosto de 2012 Postado por admin às 02:15 | Marcadores: Impublicado, madrugada, textos![]() |
| Geoffrey Chadsey's |
Direções
segunda-feira, 30 de julho de 2012 Postado por admin às 20:29 | Marcadores: Impublicado, madrugada, Poemaso sentido dos carros
libertar a solidão
quinta-feira, 19 de julho de 2012 Postado por admin às 00:18 | Marcadores: madrugada, Poemasé preciso aceitar
a solidão
como parte efêmera
do ser.
é preciso libertar
outras teias
imaginárias
da escuridão
Café ou leite
quarta-feira, 11 de abril de 2012 Postado por admin às 01:30 | Marcadores: madrugada, microcontos, Poemas, textoscada poema é como um gole de café, deixando a vida mais alerta, desperta e previsível
cada amor é como outro gole de café, aumentando o ritmo cardíaco, o tempo acordado
cada dia é como leite, basta pôr café.






