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un lugar en el mundo

terça-feira, 11 de novembro de 2014 |



No sé por qué vuelvo. No tiene mucho sentido volver después de ocho años, o casi nueve. Volver a un lugar que ya no existe. Sigo haciendo cosas sin pensarlo demasiado, sin medir las consecuencias. Más o menos como vos. Las leyes de la genética no fallan, diría mamá. Cuando le dije que me venía, me miró como si estuviera enfermo. Deformación profesional, supongo. Pero no hizo preguntas. Entendió menos cuando le dije que volvía mañana, que ni siquiera me iba a quedar una noche. Entendió menos o entendió todo. Con la vieja nunca se sabe. ¿Para qué voy a gastar guita en hotel? El micro llega por la mañana temprano y se va a las diez de la noche. Tengo doce horas de viaje hasta Buenos Aires para apolillar, y casi todo el día para pegar allí unos cuantos kilómetros, y tratar de saber por qué vine. (...)

Me gustaría que me dijeras cómo hace uno para saber cuál es su lugar. Yo por ahora no lo tengo. Supongo que me voy a dar cuenta cuando esté en un lugar y no me pueda ir. Supongo que es así. Ya va a aparecer. Todavía tengo tiempo de encontrarlo.

Que lugar é este que seguimos procurando, quando estamos exatamente onde escolhemos estar, praticando o que pretendíamos praticar, ainda não resta nenhuma vontade a ser cumprida e o erro é este, mas ainda falta algo muito sério, quando temos o que queremos na mão, estamos no lugar exato, mas uma força "da obrigação" se impõe sobre nossos ombros. 

sábado, 8 de novembro de 2014 |

inspirações improváveis
porque é vergonhoso aprender quando todo mundo sabe
e deveria ser delicioso
isto não é um poema, é como vêm os pensamentos
como se filmar o olhar fosse possível sem um cérebro câmera
se pudesse registrar todo pensamento
como seria?
nem palavras, nem imagens, às vezes sentimentos, sensações...
de que merda é feita o pensar?

outro dia pensava em bebidas que não tomo
resultado de porres memoráveis
não bebo por pensar racionalmente sobre a questão, a verdade é que simplesmente não tenho vontades, como se o nojo se instaurasse no dna
toda memória devia ser assim, transformada em emoção, repulsa ou receio, afeto ou sei lá
mas temos essa memória imagética, afetiva, conversamos, dialogamos dentro do próprio pensamento
e podemos digitar o que pensamos tão rápido, como se fosse fácil traduzir o que diz o cérebro

ha
escravos de nós mesmos
quando não aprendemos tudo de novo
todos os dias







Curta: Espelhos

quarta-feira, 13 de agosto de 2014 |

Adaptação audiovisual do poema "Espelhos" de Carlos Marighella. A poética da física, a física do poema, ou o inverso espelhado destas coisas. Reedições em andamento, mas por enquanto comparto este, ainda que este blog já não tenha muitas visitas, fica registrado que de algum modo ainda estou ligada ao que antes fazia aqui. haha

Meu quarto em preto e branco

quinta-feira, 10 de abril de 2014 |

Algo me acorda, não sei se a luz que invade a janela sem pedir licença, se meu corpo exigindo atitude, água e comida ou se posso culpar os gritos, músicas e motores dos vizinhos. Fecho os olhos pesadamente e tento reabri-los outra vez para ver as sombras que dividem o quarto num efeito de claro e escuro. Quase durmo outra vez, tenho a impressão de já ter acordado outras vezes mais nesta mesma manhã. Já estou confusa, não sei se sonhei que acordava, se tentei acordar e não consegui, que dia é hoje ou se estou me lembrando de outras manhãs. Com esforço me levanto, ainda tentando lembrar o que sonhava antes de ser perturbada pelo dia.

Já atravessando rumo ao banheiro lembro algo que parece importante: sonhei em preto e branco. Lembro de um carro, filmado de dentro (sim, disse filmado, assim entendo os sonhos), vejo os dois bancos e a estrada escura com faróis iluminando em minha direção, iluminam tanto que acordo, pela segunda, terceira ou quarta vez, mas é só a luz entrando pela janela outra vez. Penso se caminhei até o banheiro em algum momento ou se sonhei, noto a bexiga cheia e tento me levantar, mãos empurram o colchão para baixo enquanto meu corpo é suspenso para o alto, quando sinto o gelo do chão frio tocando o pé direito acordo mais uma vez, agora percebo que perdi o cobertor e tenho os pés expostos ao frio e à janela, acordei mais uma vez.

Vejo a janela, o céu esbranquiçado pelo sol, como os faróis dos carros, de repente caio dentro da janela e ouço gritos, muitos gritos, o sol me cega, meus pés tocam o chão abruptamente e... acordo suada, primeiro vejo o teto escuro, olho para a janela e quase não passa luz pelas cortinas, meus pés estão calçados por meias, minhas mãos ainda agarram os lençóis com força, o filho da vizinha segue gritando enquanto esquentam o motor do carro. Meu quarto em preto e branco.


Curta: Costa e sinta

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 |

Um grupo de amigos e eu nos inscrevemos no Curta Iguassu que foi um festival ocorrido na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu, Puerto Iguasu e Ciudad del Este). Tivemos dois dias de oficinas de fotografia, captação de áudio, interpretação, roteiro, captação de recursos e outras coisas. Depois foi sorteado um tema por equipe e tínhamos 48h para montar roteiro, filmar, editar e entregar, o filme deveria ter 3:30min.

Optamos por sair um pouco do óbvio e fazer um filme de ação em 3 minutos, além de explorar um pouco do lado político, usar os minutos para desabafar algo. O desafio foi grande, mas conseguimos completar o filme nas 48h propostas. Agora estamos no período de votação do público, caso gostem do curta comentem "eu curto" no youtube.


Link para vídeo no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=jc8yHknqY_Q).