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sábado, 17 de abril de 2010 |

Queria deixar linkado aqui um novo blog que criei juntamente com o gaúcho Marcello: Cabeceira Digital, o blog trás dicas para (de) livros e download de e-books, em breve sortearemos livros por lá também, vale à pena seguir.

E também minha entrevista para o blog Meu time de botão, no qual contei um pouco sobre minha paixão pelo Cruzeiro e algumas idéias sobre o futebol.

Continuo escrevendo pelo Blog do Cruzeirense e vou postar aqui meus textos publicados lá até agora:

Libertadores 76: Com muita raça e amor (o melhor texto até agora)

Faltam ainda Libertadores 04, que sai esta semana, Libertadores 08, Libertadores 09 e Libertadores 10 que não tem precisão para sair, depende da campanha do Cruzeiro este ano. Depois disso continuo com a coluna, mas buscando outros lados da história, como jogadores inesquecíveis, outros campeonatos e demais histórias celestes.

Mais do mesmo

sábado, 20 de março de 2010 |

Saiu no BC Libertadores 77 - A primeira tragédia . Agora sou colunista fixa, já adianto para vocês que assim que terminar a saga pela Libertadores o primeiro texto será sobre as finais do Campeonato Mineiro de 1977.

Ando postando pouco em função do meu livro, que se tudo der certo termino este ano ainda e se tudo der certo será uma trilogia.

Ontem escrevi um versinho que virou frase na casa de um amigo e esqueci por lá, esta manhã encontrei na caixa de e-mails: "Pensamento da Lílian: As inverdades escondidas num pensamento inocente são mais importantes e belas que tão grandes verdades científicas.

E é isto aí!

Estendendo as narrativas

sexta-feira, 12 de março de 2010 |

Resolvi criar uma personagem pra escrever um livro. Faz um tempo que criei uma personagem pra um "longa", mas não deu certo acabei me envolvendo demais com os problemas do personagem pra continuar narrando em terceira pessoa. Tive que recomeçar do zero em primeira pessoa, e desisti. Depois veio "Diogo" que eu até tentei terminar lá no Insônia Registrada, mas virou redação de vestibular e perdi a graça de terminar, depois que eu descobri o trágico fim, do qual poupo vocês. 
É grave. Não sei o nome. É grave, repito. Tenho este problema de só narrar em primeira pessoa, seja masculino, feminino ou plural, mas sou tão egocêntrica que a terceira pessoa inexiste em meus textos. Comecei outra história, em primeira pessoa. Talvez seja eu, talvez não seja ninguém. É claro que estou enchendo este arquivo Word de verdades, o que mais gosto é esconder as verdades entre as mentiras literárias que conto.
Bom aí vai uns trechinhos pra alguém me dizer se está bom, se está péssimo.

"Não sei se é do meu signo ou do meu ego que vem esta necessidade de superar meus limites pré-determinados por terceiros. (...)

Mal começara o dia e eu já dera o terceiro sorriso, coisa rara vindo de mim. (...)
Ele levantou, mas deixou a mochila no chão, me deu um abraço – é estranho encontrar pessoas que tenham tanta disposição para abraços (...)
_ Há! Também pudera, ele já ta lá pras bandas da cidade hora dessas, foi vender o queijo. Ou acha que por aqui a vida começa ao meio-dia, como a sua? – aquele tom de intriga dele, de alguma forma era adorável. (...) "

Chega. Pra quem me conhece só por internet provavelmente a personagem que criei parecerá um ctrl+c/ctrl+v da minha personalidade, mas ela não é. Acho que nunca "o tom de intriga" de alguém seria algo "adorável" pra verdadeira Lílian.
Até então a história não chegou a lugar algum e não sei o que pode acontecer nela, se eu estivesse lendo este "livro" já teria jogado na estante faz tempos. E só continuo escrevendo porque li uma reportagem do Gabriel García Marques dizendo que "até que o galeão fosse encontrado na selva, não pensei que ia chegar a lugar algum".
Quem sabe não encontro "um galeão" no meio da minha narrativa.

Eragon

sábado, 6 de março de 2010 |

Depois do filme Eragon ir ao ar na Tv do Plim plim a história tomou um conhecimento maior do que já tinha tomado depois da trilogia (que mais tarde aumentou para 4 livros) entrar para os Best Seller. Confesso não ter assistido ao filme, que na verdade é uma adaptação do livro, mudando muito na história.

No meu skoob fiz uma "resenha do livro", na verdade um comentário de leitura. Confesso que não sei usar o skoob muito bem ainda, não sei se conseguirão ler o que escrevi por lá sem um login então disponibilizo o texto abaixo:

Eragon é um destes livros que te envolvem aos poucos. A narrativa bem simples ajuda a evolução da leitura com o passar dos parágrafos. Por ser muito bem descritivo acaba tornando o leitor uma personagem à mais, aumentei e diminui a respiração em diversos trechos, se não fosse por estar segurando o livro com as mãos talvez eu também teria tentado puxar uma espada do quadril.
Há um trecho na página 331 que me fez habitar o livro da forma mais real que isto pode acontecer:

“(...) passaram embaixo dos galhos embaraçados da floresta das montanhas de Beor. As árvores eram altas, com cascas rachadas e quase negras, com folhas foscas da mesma cor e raízes nodosas que brotavam do solo como joelhos expostos. Pinhas e sementes enchiam a terra, cada uma do tamanho de uma cabeça de um cavalo. Esquilos de pele escura rangiam os dentes nas copas das árvores, e olhos brilhavam nos buracos que havia nos troncos. Barbas esverdeadas de acônitos embaralhados pendiam dos galhos retorcidos.”

Fui transportada para este lugar enquanto lia, além de tudo descrito acima ele era úmido, eu podia tocá-lo. Mas nunca iria tocá-lo por que algo me fazia me sentir...

“(...) fez Eragon se sentir intranqüilo, os pêlos em sua nuca ficaram eriçados. Havia algo hostil no ar, como se as árvores percebessem a intrusão deles.”

Acho que cheguei ao máximo de uma relação livro-leitor. Me senti como se estivesse escrevendo cada situação, por que eu as podia prever segundos antes de lê-las. Nunca vivi um livro tão intensamente.