Memória, a dita cuja

domingo, 26 de dezembro de 2010 |

A memória. Uma parte interessantíssima do cérebro, que merece ser estudada com muito zelo, sobre a qual sempre me questionei muito. Como posso lembrar de um acontecido de 10 ou 15 anos atrás e esquecer um número de telefone que usei há 3 horas?

Excluindo "memória curta e memória longa". Por que posso lembrar o que comi no café da manhã e esquecer qual a primeira palavra que disse hoje? Ou porque as memórias vão sumindo ao longo do tempo? Quantas coisas posso recordar? Por que umas pessoas lembram de mais coisas que as outras?

Não me lembro quando foi, mas eu li algo sobre criar uma falsa memória. Parece que um teste foi feito mostrando supostas fotos da infância das pessoas, dentre as quais uma era montagem, mas para todas as fotos - inclusive a falsa - a pessoa tinha uma história que recordava "como se fosse ontem".

Hoje me peguei analisando essas possibilidades, mais uma vez. Sei que certa vez busquei por blogs esportivos na internet para compor outro blog, destas buscas acabei fazendo uma grande amizade. Mas é óbvio que não estava prestando atenção "justamente naquele blog" para mais tarde lembrar perfeitamente de como encontrei.

Porém, hoje, resolvi tocar músicas que não ouvia a muito tempo, pra ser precisa não ouvia desde esta época. Quando veio os primeiros solos de "Sem Paz" do show de Mombojó e China não tive dúvidas, lembrei exatamente daquela madrugada trocando comentários sobre os blogs buscados, quando encontramos o blog dito, o que analisamos em tal. Conferi no histórico e estava tudo ok. Tudo havia sido dito. Mas nunca vou saber se realmente estava ouvindo aquela música.

...

Enquanto tudo gira ao meu redor

Eu permaneço vendo a cor que me convém
Só queria que você me quisesse
O vento sempre sopra no meu rosto
Mas poucas vezes eu consigo respirar
Só queria que você estivesse aqui.


Talvez eu só estivesse criando uma falsa memória pra um momento que quisesse lembrar. Essa minha mania canceriana de querer ter previsto o presente no passado. 

1 comentários:

ítalo puccini disse...

falsas memórias. elas são tão reais para mim.

abreijos.