Restos de poemas

domingo, 27 de novembro de 2011 |

de flores se faz uma primavera


nada
que não consigamos
se juntos quisermos mais
que o que nos impede

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desajeito

não guardo mágoas,
não decoro cordéis,
não amo demasiado,
bebo,
exagero,
grito,
vibro,
meus profundos imediatos
duram mais que uma vida inteira
de mesmice

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inconvencional

creio na utopia
no novo,
em mentiras bem contadas,
não me importo com certezas
já não decoro datas

nunca entendi quem não mente
ou nunca fuma
quem não tenta se atropelar de vez em quando

não gosto de verdades
se posso viver a vida inteira
de mentiras prazerosas
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