Geme a poesia
os versos de meus medos
sob os toques dos teus dedos
em coro faz ode ao silêncio
cada gemido interno do meu eu
meu cinema interior
e meus olhos de telas
filmando
a poesia mais bela
que me toca
com seus pêlos
teu e tua
minha pele nua
e o olhar filmando a rua
sem mais gemido algum
é só medo
o que nos resta.
__________
ANESTESIA
Outro gole de cachaça
que é pra anestesiar
a dor de ontem
o amor de ontem
o desapego
pra baixar a febre
cortar o frio
queimar a garganta
e cuspir fogo
cuspir fogo
nesse ontem
que nunca acaba
Gemido poético do medo
domingo, 30 de dezembro de 2012 Postado por admin às 16:25 | Marcadores: Poemas
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