"Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino."
(Manoel de Barros)
Ando mesmo completa de vazios e vazia de completude.
Manoel de Barros
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 Postado por admin às 17:09 | Marcadores: Poemas
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