Não se trataria, naquele momento, de nenhum tipo de zelo.
Lembro apenas de suor, minha memória é bastante falha para momentos de conflito.
Na terapia falei disso, não parecia ser nada anormal.
Para lembrar tratei de começar a escrever, parece que a memória é a escapatória que nos resta para estes momentos.
Minha mãe dizia que meu nome começava com A, para que ninguém estivesse antes de mim, que eu lembrasse sempre de pensar em mim primeiro, em ter amor-próprio e me valorizar, que eu soubesse sempre quem eu era.
Meu pai, todo o contrário, me lembrava o nome composto Analice, porque ninguém pode ser sozinho, ninguém é só ele, somos todos que estão ao redor também, somos sempre mais de um.
E eu ali sentada, frente ao terapeuta, chorando por tudo, sem pra que lado correr, foi que me dei conta de que as coisas continuavam e ia ser feliz muitas vezes depois.
Suava frio quando sonhava contigo.
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