4 dias de enxaqueca

segunda-feira, 3 de novembro de 2014 |

O tempo nunca passa quando alguém espera. Não é fácil dominar o ponteiro, o sol não se move. As nuvens formando e deformando o céu. Aquele vento do fim de tarde, abafado e leve, que não sabemos aonde nos quer levar.
Às vezes esquecemos das palavras, das propostas das palavras e usamos qualquer palavra no meio de uma frase, e sabe-se lá como, mesmo sem sentido semântico nos entendem, nos estendem, eu diria de primeira.
O mesmo passa com o tempo, quando ele não passa. Esquecemos para que serve e mesmo que os segundos não goteiem, mesmo que a lua não se mova, não cresça nem desapareça, seguimos firmes em esperar.
Talvez seja tempo de mudar. Digo, momento de mudar. Vacilo o caos. Dois segundos depois parece que nenhum segundo ainda se passou.
Insônia.
Angústia.

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