quarta-feira, 6 de maio de 2015 |

Este coração, que aqui pulsa em hertz
ativando cada bit deste corpo
e matemático, como a natureza
vai se agrupando em octetos
(como os elétrons de um átomo estável)
e formam meus bytes
que arranhados pela agulha de meus discos rígidos
vão armazenando cada noção de contato
que plugam meus dedos,
como usb's,
de ativação instantânea,
transmitindo energia, informação,
música e alguma outra coisa
pra lá e pra cá,
modificando constantemente
essa minha velha placa ATX
que substituindo as peças
já cambia informação
sem fio algum
além das ondas invisíveis,
que rapidamente,
meus leds
expulsam em lágrimas
novamente decodificadas em bits
e aí chegam
aos teus olhos
tão acostumados a ler poemas,
ou filmes
com toda essa máquina hum@notecnologica
como se eu, meus dedos, meus bits e os teus
fossem tudo a mesma grande máquina.

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