Aquela vez que eu amei

quinta-feira, 7 de julho de 2011 |

Eu buscava entender o que os professores diziam, ela buscava entender o que eles sentiam enquanto diziam. Não pense que fosse poesia. Pois quando era dia de prova ela acertava o que os professores queriam ler, e eu falando de história sem números, matemática sem versos, insano!

Às vezes a gente passeava pelo jardim, ela gostava dos pássaros e dos grilos e eu procurando flores. Até que ela me explicou que as flores passavam por ciclos, morriam e nasciam, mas eram sempre as flores rosas no fundo do jardim, e as borboletas não, cada dia tinha uma nova, porque alguém falou que borboletas só viviam vinte e quatro horas, depois eram outras.

Ela me ensinou sobre coisas instáveis. Que a vida muda toda hora. A cada passo que eu dava dois eram dela. A cada dia que eu vivia, uma semana eu queria estar com ela. Até que percebi que eu estava apaixonado. E ela me explicou que as paixões passam. Mas não, aquilo não poderia passar, eu estava encantado com o jeito mutável dela, e se mudava eu estaria para sempre encantado. Ela me falou de amor. Foi então que eu amei, pela única vez na vida, até hoje.

1 comentários:

Marília Cabral disse...

que coisa mais linda..