Da janela

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 |

Frio
e o gato
passeando pelo parapeito da janela
chuva
e me escapa o travesseiro
monotonia
e escrevo uns versos
e termina o dia
no horizonte não tem pôr-do-sol.

1 comentários:

Alexandre disse...

E então o que eu vejo
na linha do horizonte trêmula?
O que eu vejo ao longe
de um cinza corroído, doloroso
e morto?
Talvez eu veja minha alma
ou meu espírito
Triste e em vagos pensamentos
absorto.
Tento olhar pra dentro
mas, de mim?
E ver ali, algo mais
do que vejo ao longe
tão decaído assim?
Me satisfaço no líquido
químico, fermentado
louro...
e faço do meu devaneio
agora ébrio...
Tão bonito (mesmo solitário)
e rico, brilhante
como ouro