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| Lílian Alcântara |
regando as flores de inverno
a calçada toda molhada
sem sol pra secar
os vidros da janela embaçados,
os cachorros encolhidos.
A rua parou
nenhum ruído,
só os pneus dos carros
correndo em vão
pela cidade molhada,
vazia.
É como se as águas da chuva,
carregassem, pra todas as casas,
essa minha solidão.

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