Anti-narcisa

quinta-feira, 1 de novembro de 2012 |

Olhei, de relance, pra dentro do rio e te vi. Foi aí que parei pra olhar com calma, deitei na borda, com o peito pra baixo pra olhar de perto. Eu juro, eu te via lá no fundo. Mergulhei a cabeça e não vi mais. Voltei. Eu via seu sorriso escapando lentamente, os peixes nadavam sobre você, eu também queria nadar sobre você, mas eu queria mesmo era escapar do seu sorriso, não te ver nunca mais dentro dos rios e dos espelhos.

1 comentários:

Márcio Ahimsa disse...

Lilian, faz um tempo imenso que não ando por aqui, o trabalho arde, urgência deveras desnecessária, perdi das belezas que aqui volto a encontrar. Li alguns poemas abaixo, um quê de Manoel de barros, um quê de mineiro. Eu também sou mineiro, desse tipo assim que queria ser inseto e falava com bichos, pois a lingua da poesia é a mesma dos insetos.


Parabéns, querida.

Lindo tudo aqui.